O Ghoul que atormenta o sono de um padeiro na cidade de Nova Iorque

No dia dois de abril de 1860 completam-se treze dias que Jimmy, um padeiro que vive e trabalha na região do Brooklin passa grande parte das noites em claro atormentado pelo medo que lhe invadiu depois de ler, em um pedaço de uma revista caída na sarjeta, o trecho a seguir, escrito por um redator desconhecido e publicado no dia 17 de março de 1860 na seção de História Natural. “Em seus primeiros dias de vida ele se joga sobre a vítima e persegue-a incansavelmente e sempre com um sorriso, conquistando sua afeição com palavras carinhosas e cheias de ternura. Ele invade sua casa e apanha tudo aquilo que é considerado sagrado para sua presa. Nunca a deixa alheia à sua presença traiçoeira. Ela, inconsciente da sombra que a persegue, embora sempre fatigada e perturbada, encontra em seu coração um lugar onde o Ghoul pode descansar tranquilamente, acolhendo cuidadosamente os muitos planos que tem funcionado para o seu próprio mal e para as ladainhas e tristezas da maioria das pessoas próximas e queridas que provavelmente ele deixa à própria sorte para morrer. O Ghoul demanda coragem. De mês em mês, ano em ano, ele aguarda fria e calmamente, notando cada sinal, retendo cada sílaba oportuna, devorando com os olhos cada conquista gloriosa porvir. Não poupa esforços e com um olhar aguçado, ele tece sua teia silenciosa ao redor do pobre coitado.”