Half human, half crab

No mesmo ano há a ocorrência de uma criatura, humana de cabeça e tronco, mas “costumava se coçar com quatro garras gigantes, como as de um caranguejo”. Os braços eram normais até os cotovelos e então encapsulava-se o restante em uma grande casca dura, verde e espessa e armadas com pequeninos dentes. Ele não tinha pernas e em seu lugar havia monstruosas pinças musculosas de um caranguejo. A criatura se movia lentamente se apoiando em suas pinças, lançando seu corpo adiante. Privado de inteligência humana, era perverso e comia com um estridente e irritante  assobio, colocando pedaços de comida em sua boca. Passava a maior parte do tempo se esgueirando por entre as rochas da costa a procura de crustáceos e devorava grandes quantidades de erva de baleia. Não era capaz de articular sons e morreu os 5 anos de idade. Seu enterro foi a ocasião de muitos entreveros na cidade. Seus pais, “um par de pobres miseráveis” insistiam que ele fosse enterrado no cemitério local, com a devida cerimônia cristã; o clérigo local, do outro lado, negava isso a eles alegando que “aquilo não era uma criança humana, e sim mais um integrante da ninhada de uma raça demoníaca”. O desgraçado no fim das contas acabou encontrando uma cova em um prado próximo, além dos limites do vilarejo onde viviam.